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Mostrando postagens com o rótulo antropologia

Informativo Especial ABA nº 009/2010 – 05/05/2010

Visitem o Portal da ABA www.abant.org.br Informativo Especial ABA nº 009/2010 – 05/05/2010 Nota da Diretoria da ABA sobre matéria publicada pela revista Veja (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010) Frente à publicação de matéria intitulada "A farra da antropologia oportunista" (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), a diretoria da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), em nome de seus associados, clama pelo exercício de jornalismo responsável, exigindo respeito à atuação profissional do quadro de antropólogos disponível no Brasil, formados pelos mais rigorosos cânones científicos e regidos por estritas diretrizes éticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas, reconhecidas internacionalmente e avaliadas por pares da mais elevada estatura cientifica, bem como por autoridades de áreas afins. A ABA reserva-se ao direito de exigir dos editores da revista semanal Veja que publique matéria em desagravo pelo desrespeito generalizado aos profissionais e acadêmicos da área. Nota da Co...

POR QUE RORAIMA É TÃO ANTI-INDÍGENA?

UMA RESPOSTA AO TEXTO: PRÓXIMA GUERRA ou POR QUE RORAIMA É TÃO ANTI-INDÍGENA? ou ainda MITOLOGIAS GÖEBBELIANAS Oi Fabi Raoni falando... Olha só, vivo e trabalho aqui na Amazônia faz mais de 3 anos como arqueólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no AM e em RR (você me conheceu aqui) desenvolvendo projetos com os povos indígenas, com ong’s e com as universidades federais e estaduais além dos próprios governos estadual e federal. Inclusive já estive na Raposa Serra do Sol e fui muito bem recebido. Acredito que esta pesquisadora, suposta autora ou redatora/relatora do texto “Próxima Guerra”, está completamente equivocada e está reproduzindo um discurso propositalmente construído pela grande mídia do sudeste, setores do Congresso, Senado Nacional e Palácio do Planalto apoiados e representando oligarquias agropecuárias de Roraima, do Mato Grosso, Rondônia, Pará, Goiás, SP, etc. Além de setores das próprias forças armadas interessadas na fragmentação das terras indígena...

A brincadeira do coco no Ceará: um estudo dos saberes, das performances e dos rituais.

Artigo apresentado no XIII Congresso Brasileiro de Folclore GT - 10 - Danças e Festas Populares Realizado em Fortaleza-CE, entre 18 e 22 de Setembro de 2007. Ninno Amorim (1) Palavras chave: coco – cultura popular – dança Este texto procura interpretar a brincadeira do coco como uma manifestação cultural praticada no litoral do Ceará. Os grupos aqui estudados moram nos distritos de Jacaúna (2) (Iguape) e de Balbino, situados nos municípios de Aquiraz e Cascavel, respectivamente. Tendo em vista a grande variedade de classificações atribuídas ao coco (coco de Helena, de ganzá, sapateado etc.), limito-me, por enquanto, a designar essa prática cultural com o termo coco, que neste texto tem um sentido mais genérico, compreendendo a brincadeira de um modo geral. A brincadeira do coco: música, canto, dança e poesia oral A manifestação cultural denominada “coco” pode ser encontrada, praticamente, em todo o litoral do nordeste brasileiro. Segundo o folclorista Edison Carneiro (1982: 71-3), sua...

Pra Cantar coco

Dança estudada pelo músico e antropólogo Ninno Amorim apresenta sonoridas de ascendência africana e nativo-americana. Ex-integrante do grupo Água de Quartinha, Ninno Amorim apresenta domingo (08/04/07), na Quadra do CEU (UFC, Fortaleza-CE), o espetáculo "Cocos do Norte", ponte entre pesquisa acadêmica e a re(criação) do gênero musical - fortemente presente, também no Ceará. O coco é, também, cearense. Quem duvidar, que confira o som do Coco do Iguape, ou atente para a batida que se faz presente em grande número de manifestações de música e dança - principalmente, mas não apenas, naquelas mais ligadas à cultura popular. Dos grupos mais tradicionais até os recorrentes trios de forró (que tocam coco, xotes, xaxados, baiões), passando por bandas que se valem da batida do coco para temperar suas fusões de timbres, ritmos e linguagens sonoras. Com pelo menos quatro anos dedicados a pesquisar o coco e os ritmos que o ladeiam, o antropólogo e músico Ninno Amorim apresenta este doming...

cocos, sambas, bailados...

Cocos do Norte “Responda esse coco com palma de mão Isso é coco do norte, nunca foi baião” Rosil Cavalcanti Afinem a mente e os quadris, pois os tambores e as cordas já estão a postos: batuques, sambas, bailados... Cocos do Norte. Um misto de “sotaques” bem brasileiros, com as influências mais diversas. O título é uma alusão à música “Coco do Norte” do compositor paraibano Rosil Cavalcanti (parceiro inestimável de Jackson do Pandeiro) cujo refrão consta em epígrafe. Com essa música Rosil dava uma resposta enfática à possível invenção de um estilo musical chamado “Baião”, que consagraria Luiz Gonzaga como “Rei”. A peleja começou nos idos dos anos 1940, quando o exímio sanfoneiro surgiu no Rio de Janeiro tocando ritmos por demais conhecidos do público “nortista” (cocos, xotes, xaxados etc.), acompanhado por zabumba e triângulo (vindos de Pernambuco para compor o hoje tradicional “trio nordestino”). A imprensa carioca “batizou” o estilo de “baião”, supostamente uma apócope de “baian...