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Mostrando postagens com o rótulo cocos

Continuam impunes as pessoas responsáveis pelas invasões de terrras de APP no Ceará

Segue a denúncia da Associação dos Pequenos Agricultores Pescadores Assentados do Imóvel Sabiaguaba (APAPAIS) Cercados ilegais são erguidos na comunidade de Caetanos de Cima, Assentamento Sabiaguaba, Amontada/Ceará Nós, que fazemos parte da Associação dos Pequenos Agricultores Pescadores Assentados do Imóvel Sabiaguaba (APAPAIS), viemos por meio deste denunciar a invasão de um campo de dunas móveis e de margens de lagoas em uma área de APP (Área de Preservação Permanente), dentro do assentamento rural Sabiaguaba. O campo invadido foi cercado com madeira ilegal, com intuito de mais tarde usar esses terrenos para especulação. Essa não é a primeira vez que fazemos essa denúncia, e, por essas pessoas não serem devidamente punidas, estão servindo de incentivo para que outras pessoas se sintam com o direito de fazer o mesmo. Nós, que nesse assentamento sempre trabalhamos com a questão ambiental e a preservação do meio ambiente, não achamos que seja justo as áreas de preservação serem invadid...

A brincadeira do coco no Ceará: um estudo dos saberes, das performances e dos rituais.

Artigo apresentado no XIII Congresso Brasileiro de Folclore GT - 10 - Danças e Festas Populares Realizado em Fortaleza-CE, entre 18 e 22 de Setembro de 2007. Ninno Amorim (1) Palavras chave: coco – cultura popular – dança Este texto procura interpretar a brincadeira do coco como uma manifestação cultural praticada no litoral do Ceará. Os grupos aqui estudados moram nos distritos de Jacaúna (2) (Iguape) e de Balbino, situados nos municípios de Aquiraz e Cascavel, respectivamente. Tendo em vista a grande variedade de classificações atribuídas ao coco (coco de Helena, de ganzá, sapateado etc.), limito-me, por enquanto, a designar essa prática cultural com o termo coco, que neste texto tem um sentido mais genérico, compreendendo a brincadeira de um modo geral. A brincadeira do coco: música, canto, dança e poesia oral A manifestação cultural denominada “coco” pode ser encontrada, praticamente, em todo o litoral do nordeste brasileiro. Segundo o folclorista Edison Carneiro (1982: 71-3), sua...

Feitiço (Thaís Alberto / Ninno Amorim)

Eu fiz um feitiço de amor Para encantar meu benzinho Uma pétala de flor Choro tirado do espinho Vem ver, vem ver... Vem ver meu benzinho chorar Quando o espinho furar E o amor renascer Vem ver, vem ver... Vem ver meu benzinho sorrir Quando o amor aflorar Vem meu benzinho pra mim

Convite (Ninno Amorim)

Balance o corpo Nesse coco sem sufoco Não tenha medo, não corra... Que a festa vai começar. Segure o coco Na zabumba, no pandeiro. Meu repente é brasileiro Na batida do ganzá. Nessa vida só se colhe o que se planta E você não adianta querer me engalobar. Não seja besta, chegue cá, entre na roda! O coco não sai de moda, qualquer um pode dançar. Dança casal, mulher solteira, homem solteiro, Nesse meu coco brejeiro o preconceito não está. Gente daqui e gente lá do estrangeiro Todo mundo no terreiro faz o corpo balançar. Meu coco é norte, é centro, sul e sertão, É Brasil de chão a chão, vai do sul a Macapá... E sobe a serra, desce o rio e vai à mata: É um nó que não desata, sua sina é batucar.

Pra Cantar coco

Dança estudada pelo músico e antropólogo Ninno Amorim apresenta sonoridas de ascendência africana e nativo-americana. Ex-integrante do grupo Água de Quartinha, Ninno Amorim apresenta domingo (08/04/07), na Quadra do CEU (UFC, Fortaleza-CE), o espetáculo "Cocos do Norte", ponte entre pesquisa acadêmica e a re(criação) do gênero musical - fortemente presente, também no Ceará. O coco é, também, cearense. Quem duvidar, que confira o som do Coco do Iguape, ou atente para a batida que se faz presente em grande número de manifestações de música e dança - principalmente, mas não apenas, naquelas mais ligadas à cultura popular. Dos grupos mais tradicionais até os recorrentes trios de forró (que tocam coco, xotes, xaxados, baiões), passando por bandas que se valem da batida do coco para temperar suas fusões de timbres, ritmos e linguagens sonoras. Com pelo menos quatro anos dedicados a pesquisar o coco e os ritmos que o ladeiam, o antropólogo e músico Ninno Amorim apresenta este doming...

cocos, sambas, bailados...

Cocos do Norte “Responda esse coco com palma de mão Isso é coco do norte, nunca foi baião” Rosil Cavalcanti Afinem a mente e os quadris, pois os tambores e as cordas já estão a postos: batuques, sambas, bailados... Cocos do Norte. Um misto de “sotaques” bem brasileiros, com as influências mais diversas. O título é uma alusão à música “Coco do Norte” do compositor paraibano Rosil Cavalcanti (parceiro inestimável de Jackson do Pandeiro) cujo refrão consta em epígrafe. Com essa música Rosil dava uma resposta enfática à possível invenção de um estilo musical chamado “Baião”, que consagraria Luiz Gonzaga como “Rei”. A peleja começou nos idos dos anos 1940, quando o exímio sanfoneiro surgiu no Rio de Janeiro tocando ritmos por demais conhecidos do público “nortista” (cocos, xotes, xaxados etc.), acompanhado por zabumba e triângulo (vindos de Pernambuco para compor o hoje tradicional “trio nordestino”). A imprensa carioca “batizou” o estilo de “baião”, supostamente uma apócope de “baian...